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Vida Americana é um artigo semanal sobre a vida empresarial nos Estados Unidos, escrito de Seattle, na Costa Oeste norte-americana, cidade-sede da Boeing, Microsoft, Amazon e Starbucks, e cujo empresários estão se aproximando cada vez mais do Brasil a fim de diversificar sua pauta de exportações/importações. Aqui você ouve tendências, idéias inovadoras, start-ups de sucesso, comportamento, celebridades empresariais, fatos pitorescos e diplomacia empresarial. Vida Americana é uma das colunas mais lidas da Gazeta Mercantil, atingindo cerca de 400 mil leitores – a elite econômico-financeira brasileira – diariamente.

Tudo que é bom custa caro?

lipitor.jpgLipitor, o remédio mais vendido em todo o mundo, com vendas de US$ 12,9 bilhões somente nos Estados Unidos em 2006, está sob o fogo cerrado das empresas de seguro saúde, como também de quem precisa abrir o bolso na hora de combater o alto colesterol.
A estatina, um dos maiores sucessos da farmacologia desde Hipócrates na antiga Grécia, já salvou milhões de seres humanos de ataques de coração e de outros males decorrentes do entupimento das veias, embora a um preço pouco acessível à maioria dos consumidores.
Lipitor está sendo vendido nas farmácias americanas, sempre sob estrito controle e com prescrição médica, o que no Brasil equivaleria à tarja preta, desde US$ 109 a US$ 645, a caixa com 180 comprimidos.
É muito dinheiro para quem precisa do Lipitor como do oxigênio para respirar: na maoria dos casos, pacientes com histórico familiar de alto colesterol, pessoas sedendárias que não fazem ginástica ou quem desconhece a diferença entre comer um toucinho e uma folha de alface.
Esta turma começou a receber este ano cartas das empresas de seguro saúde dizendo que o campeão de vendas Lipitor não está mais na lista dos remédios preferenciais, o que significa dizer que os pacientes terão de pagar integralmente o valor da droga. Continue lendo Tudo que é bom custa caro?

Bezos vai soltar foguete

bezos_01.jpgDepois de quase seis anos de mistério, uma marca registrada de todos os empreendimentos que participa, o bilionário Jeff P. Bezos, principalmente acionista da Amazon.com, a maior loja online do mundo, revelou ontem as primeiras fotos do Goddard, o protótipo de foguete que ele está construindo para passear sob a órbita da Terra.
O Goddard, construído em homenagem a Robert Goddard, pioneiro da corrida espacial que lançou um pequeno foguete da sua fazenda em Massachusetts em 1926, subiu apenas 285 pés do solo durante 30 segundos numa área ao Oeste do Texas no ultimo dia 13 de novembro. Só agora Bezos publicou as fotos no website da Blue Origin, a empresa que criou para participar da corrida espacial.
Como nos filmes de ficção científica, e como ainda fazem os russos, o foguete de Bezos sobe e desde verticalmente. Já recebeu autorizacao do Federal Aviation Administration (FAA) para fazer mais lançamentos, até chegar a uma altitude final de 100 quilômetros ou mais carregando pelo menos três astronautas e passageiros. Tecnicamente, o foguete é bastante parecido com o DC-X, ou o Delta Clipper, veículo desenvolvido pela Nasa, conhecida como a mãe de todos os foguetes. Continue lendo Bezos vai soltar foguete

50 anos: e uma pergunta no ar

larry_king.jpgLarry King, nascido Lawrence Harvey Zeiger , o entrevistador-mor dos Estados Unidos, líder de audiência da CNN com milhões de expectadores diários em todo o mundo, vai fazer 50 anos de entrevistas (cerca de 40 mil, segundo suas estimativas) no mês que vem.
Nesta semana, em sua mansão em Pasadena, na Califórnia, ele disse que celebrará este meio século de perguntas com uma “big” programação na emissora fundada pelo lendário Ted Turner: uma semana de entrevistas com Bill Clinton, Oprah Winfrey, Angelina Jolie e, como atração principal, ele mesmo. Será colocado na parede por Katie Couric, a âncora da CBS, a maior estrela da TV americana.
King, um homem que fumava três maços de cigarro por dia, teve um ataque cardíaco e hoje dirige uma fundação que socorre gente com problemas no coração, comanda o mais antigo programa de entrevistas que se tem notícia. Começou na CNN em 1987, mas vive de perguntas desde maio de 1957, quando largou a vassoura de uma rádio de Miami (ele era uma mistura de faxineiro e auxiliar de serviços gerais) e foi colocado no ar. No Brasil, ele aparece no canal 90 da SkyTv. Continue lendo 50 anos: e uma pergunta no ar

Como fazer dinheiro do nada

Seinfield.jpgAposentado da TV há oito anos, o comediante americano Jerry Seinfield voltou às manchetes na semana passada depois que a revista Forbes elegeu-o como uma das celebridades que mais ganhou dinheiro no ano fiscal americano. Jerome Seinfield, nascido no Brooklyn e filho de um caixeiro-viajante, fez mais de US$ 120 milhões no ano fiscal americano com direitos autorais e vendas de DVD. E vai ganhar mais ainda, e por muitos anos, sem fazer nada. É o 28° da lista, só que todos os outros trabalham – e muito.
“Seinfield, ou show sobre o nada”, como foi idealizado e produzido por ele entre 1989 e 1996, sequer foi percebido no começo. Com o sucesso, modificou os paradigmas da televisão americana por não contribuir em nada para a cultura, os valores familiares, o meio ambiente, a paz mundial ou qualquer outra coisa. Pior de tudo, suas histórias nunca têm final feliz. Politica, social e humanamente incorreto, é até hoje um dos campeões de audiência nos Estados Unidos.
Desde de que acabaram as temporadas, o seriado é repetido em quatro capítulos diários pela TBS e por centenas de Tvs locais, num sistema de distribuição conhecido aqui de sindicalização. De segunda à sexta, das 9 às 11 da noite. 120 minutos de Seinfield. Continue lendo Como fazer dinheiro do nada

Solidariedade no câncer

cancer.jpg“Você tem câncer”, as três palavras mais temidas aqui nos Estados Unidos, voltaram a assombrar o país na semana passada, quando Elizabeth, esposa do candidato democrata John Edwards, anunciou não só o retorno da doença, como também metástases em diferentes partes do corpo.
Um dia depois de solidarizar-se com Beth durante a conversa matinal com jornalistas na Casa Branca, o porta-voz da presidência, Tony Snow, também revelou que seu câncer de cólon, derrotado há dois anos com uma cirurgia, havia voltado com carga total, desta vez também com metástases no fígado.
Ambos os casos detonaram uma enxurrada de reportagens na mídia, num efeito manada poucas vezes visto na imprensa do país. As notícias foram misturadas a dezenas de manifestações de solidariedade que fazem lembrar o escritor mineiro Otto Lara Resende, dono da famosa frase “o mineiro só é solidário no câncer”. Continue lendo Solidariedade no câncer